Vida Bandida

Look do dia: saudade

Ontem eu estava lembrando da gente sentado naquele bar, em frente à praia, no início de tudo. A gente ama cerveja, mas era uma segunda-feira e só estávamos com nossas cervejas na mão pra não ficar com elas vazias. Era segunda-feira! Nós estávamos tão encantados um com o outro, seus olhos estavam tão brilhantes e felizes, me olhavam com curiosidade, admiração e desejo. Você estava vestindo uma camisa preta escrito “Adidas” bem no meio do peito — uma calça jeans. Tão lindo, capacete na mão. E eu pensando no quanto eu estava encrencada, mas doida pra te puxar pra mim e te segurar aqui pra sempre. Só você não fazia ideia do quão encantador você era (você é). Hoje você sabe. E nem vem me dizer que fui eu quem te mostrou, você descobriu sozinho. Era o seu caminho. Hoje eu tô vestindo bem no meio do peito “Saudade” e acho que todo mundo consegue ver. Sentadinha aqui no escritório, usando o trabalho pra sufocar esse sentimento escroto de não te ter aqui, espero com ansiedade o momento em que não vai mais doer tanto.

Vida Bandida

A vida é uma calcinha enfiada no cu

Eu queria conseguir te fazer as perguntas que tanto pairam aqui sobre minha cabeça. Desde que você, em algumas das suas características crises de sinceridade violenta, me disse algumas coisas, eu guardei aqui dentro e não tive coragem de pronunciá-las mais. Nem pra você, nem pra ninguém. Mas elas estão aqui, guardadinhas, apertadas e sufocadas como aquela sua jaqueta de motociclista que até entrou na minha mochila, mas que quase rompia os fechos.

Não sei o que me mata mais, o fato de você ter criado algumas projeções do que achava que eu era dentro da sua cabeça e não ter sabido lidar com a realidade quando descobriu que eu não era sua salvadora (ou aquela mulher fantástica e hiper-segura) ou eu ter sido tão ingênua em achar que você estava exagerando todas as vezes que disse pra mim que eu desistiria de você por que você era ~uma pessoa muito difícil de conviver, e repetia em tom de profecia: você vai ver.

Naqueles momentos eu pensava que aguentaria tudo, que o nosso amor seria maior, que a gente ia superar nossos monstros um a um e encontrar um encaixe tão perfeito quanto era o dos nossos corpos juntos. Acaba que toda nossa história foi marcada por amor, paixão/ingenuidade, incompreensão. Mas eu viveria tudo de novo, só pra sentir a sensação perfeita de simbiose que nessa vida eu só senti com você. Nós queríamos, juntos. E eu faria tudo de novo. Que pena, nós nos perdemos.

Vida Doce

Desconstruindo

desconstruindo

A vida inteira somos ensinados que a ilusão de aprisionar alguém na torre do nosso castelo idealizado é a única (e certa) forma. E isso tá tão impresso dentro de nós que não percebemos o óbvio.

Meia liberdade não é liberdade. Um pouquinho de liberdade a mais que o convencional também não é liberdade. Sejamos livres!

Freud Explica, Vida Doce

Aprender, controlar, respirar…

liberdade

Minhas útlimas questões pra lidar são algumas das que eu tinha plena convicção na teoria, mas quando busquei e me permiti colocar em prática, esbarrei em alguns detalhes que eu não havia previsto e agora, comigo mesma, estou reorganizando os pensamentos e pensando em como contornar (e até mesmo quebrar) essas questõezinhas que na prática não são tão ‘inhas’ assim.

É quase como quando surge um novo projeto e precisamos escrever uma especificação sobre ele. Enquanto tá tudo na cabeça ou em reuniões de brainstorm a coisa parece bem mais fácil. Quando você começa a escrever e questionar os impactos, as user stories, os cenários, você entende que precisa pensar em todas as situações e amarrar bem amarradinho todos os processos.

Isso acontece com a gente também. Não é porque preciso gastar mais energia em questionar, projetar, analisar possibilidades, que vou desistir do meu projeto. Ele vale à pena, esperei tempos pra colocá-lo em prática por não depender só de mim e essa é a hora. Além disso não vejo muito outro caminho, não quero viver o sonho falido das coisas tradicionais que a gente vê por aí. Tem espaço, maturidade, amor, força de vontade propícios pra que as coisas sejam como sempre idealizei.

Aprendendo, dialogando, respirando, tentando prever situações novas e o mais importante de tudo pra mim: tomando consciência (que é o primeiro passo pra mudança) e tentando controlar esse impulso louco adolescente que eu não domestiquei até agora, beirando os 33 anos.

Abstraindo

Oi, Cosmos

chacoalhou

O cosmos dá uma chacoalhada de vez em quando por aqui, aí também? Chacoalhou dia desses, me olhou nos olhos e disse: cresce! Tá na hora de não ser mais tão impulsiva, tá na hora de conter a verborragia inconsequente. Get yourself together, mulher. O bom é que quando chacoalha bota tudo no lugar, e a gente também consegue se perceber de fora por um pouquinho que seja.